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08/02/2010

Médico apresenta duas versões para morte da jornalista Lanusse Martins

Polícia mantém indiciamento por homicídio doloso

A jornalista Lanusse Martins morreu durante uma cirurgia de lipoaspiração

Indiciado por homicídio doloso pela morte da jornalista Lanusse Martins durante uma cirurgia de lipoaspiração, o médico Haeckal Cabral Moraes apresentou duas versões para a Polícia durante seu depoimento hoje (8) na delegacia da Asa Sul, em Brasília. A cirurgia foi realizada no último dia 25.

O médico chegou acompanhado de um advogado e com um atestado informando que ele já estava em condições de prestar o depoimento.
 
Segundo a delegada Martha Vargas, inicialmente o médico alegou que a perfuração de uma das veias, que foi apontada pelo IML (Instituto Médico Legal) como causa da morte de Lanusse, teria ocorrido por causa da massagem cardíaca. Quando questionado pela polícia sobre o local da massagem ser acima do rim, Haeckal disse que o problema pode ter ocorrido por causa das mudanças de posição da paciente para a cirurgia.

Durante o depoimento, Haeckal se defendeu da acusação de erro médico, negando que a perfuração tenha sido provocada pela cânula de aspiração manipulada por ele.

Ainda nesta semana, o inquérito deverá ser concluído e enviado para o Ministério Público. A delegada Martha Vargas ainda quer ouvir alguns parentes de Lanusse Martins. A polícia mantém o indiciamento de Haeckal por homicídio doloso, entendendo que o cirurgião assumiu risco de matar a paciente. 

Maiana Neves para BR Capital Press

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