11/09/2009
Trabalhadores da General Motors entram em greve
A fábrica de São José dos Campos possui 8.300 trabalhadores
Não houve acordo entre os metalúrgicos e patrões das montadoras na reunião realizada na quarta-feira (9). Por isso, ontem (10) os trabalhadores do primeiro turno da General Motors, de São José dos Campos, aprovaram greve de 24h em protesto ao impasse nas negociações da Campanha Salarial. A mobilização foi aprovada em assembleias realizadas pelo Sindicato nos bolsões do MVA e da S10. Os trabalhadores reivindicam 14,65% de reajuste.
O Sinfavea (patrões das montadoras) não acatou a reivindicação dos trabalhadores. As montadoras apresentaram uma proposta rebaixada com reposição apenas do INPC (4,7%), sendo ainda de forma escalonada. O índice valeria apenas para quem ganha até R$ 6 mil. A partir daí o índice seria ainda menor.
A fábrica de São José dos Campos possui cerca de 8.300 trabalhadores e produz os modelos Corsa, Zafira, Montana, Meriva, S10, Blazer e motores. Com a paralisação, serão deixados de produzir mil veículos. “A proposta da patronal é uma provocação. Após dois meses de negociações, as empresas só enrolam. Querem reduzir direitos e manter os salários arrochados”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Vivaldo Moreira.
Moreira ressaltou que no caso das montadoras a proposta é indecente. “Afinal, é o setor que mais se beneficiou da ajuda do governo com isenção de impostos, fez demissões, está com um altíssimo ritmo de trabalho, vendas recordes, e apesar de tudo, fazem uma proposta indecente como essa”.
Agora à tarde haverá novas assembleias com os trabalhadores do Segundo Turno da GM. O Sindipeças (Sindicato das Indústrias de Componente de Veículos Automotores) e Abifa (Associação Brasileira de Fundição) também ofereceram apenas reposição da inflação. Na negociação de ontem com a Abifa, o Sindicato deixou aviso de greve na mesa de negociação.
Assembleia no sábado
No sábado (12), às 10h, o Sindicato realiza uma Assembleia Geral na sede da entidade para discutir com a categoria os rumos da mobilização.
Se não houver acordo até sexta, a proposta é aumentar a luta e ir à greve. A reivindicação dos sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos, que fazem Campanha Salarial Unificada, é reajuste salarial de 14,65%, redução da jornada para 36h sem redução de salários e sem banco de horas, estabilidade no emprego e ampliação das cláusulas sociais.
Maria da Soledade para BR Capital Press
















