18/11/2009
Presidente do Incra critica CPI do MST
Rolf Hackbart nega irregularidades em repasses ao movimento
Os partidos DEM e PSDB acusam o governo federal de repassar recursos para financiar atividades do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), através de entidades laranjas. No Congresso, líderes dos partidos criaram uma CPI com o objetivo de investigar supostos repasses do governo para o movimento social. A CPI do MST foi criticada ontem (17) pelo presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rolf Hackbart.
“Está tudo claro, tudo demonstrado no Siafi [sistema de gastos do governo], no Orçamento Geral da União, a sociedade conhece. Não vejo necessidade nenhuma de CPI”, afirmou Hackbart.
Além disso, Rolf Hackbart afirmou que todos os convênios firmados com entidades sociais “estão de acordo” com a legislação do país. “Todos os convênios são auditados, estão dentro da lei. Onde tiver erro nós estamos corrigindo”, destacou.
O presidente do Incra apontou também que os convênios com entidades sociais somente foram firmados para a execução de obras, sem o repasse direito de recursos ao MST. “Nossos convênios são com as entidades para executar os objetos. Os movimentos sociais são responsáveis pelas suas ações”, completou.
DEM e PSDB cobram que a CPI do MST seja instalada ainda neste ano. Assim, os líderes do governo se comprometeram a indicar até hoje (18), no final do dia, seus representantes na CPI.
A oposição acusa que o dinheiro do governo seria utilizado pelo MST para promover invasões de terras no país. Mas, o Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário negam qualquer tipo de financiamento ao movimento social.
Maiana Neves para BR Capital Press
















