21/02/2009
Indígenas de MS não se entendem
Chefe da Funai é a principal causa da discórdia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terá muito sossego depois do carnaval, pois problemas não vão faltar para que ele encontre as devidas soluções. Uma das questões são as terras indígenas: Raposa Serra do Sol, em Roraima e Dourados,
Em Dourado o clima é de guerra, os próprios índios não se entendem, em função da crise que envolve a Funai. Um grupo de índios invadiu a sede e pede o afastamento da chefa atual, Margarida Nicoletti e reivindica a nomeação de um indígena como novo administrador da entidade. Esse grupo continua acampado em frente da FUNAI, como medida de pressão para conseguir o objetivo O outro grupo não concorda com essa posição.
O problema agora já virou noticia nacional, pois com a ocupação da sede a Funai deixou de distribuir cestas básicas em todas as aldeias Kaiowa-Guarani espalhados na região sul do estado.
Pensando em resolver essa situação os Kaiowa-Guarani vão realizar um Aty Guasu, (grande encontro) nos próximos dias 26, 27 e 28, no município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, para discutir a crise da Funai e a demarcação de terras.
Lideranças das aldeias do cone sul de MS e vereadores indígenas Kaiowa-Guarani enviaram nota ao presidente da Funai, Márcio Meira: “Além da permanência da atual administradora queremos a definição das políticas que precisam ser implementadas pela Funai, bem como mais funcionários para que estas políticas possam ser executadas. Queremos a estruturação da regional da Funai de Amambaí e ampliação de regionais para Antonio João, Paranhos e Iguatemi e novos administradores nas regionais e que os mesmos sejam escolhidos no Aty Guasu, visto que os atuais não têm cumprido seu papel”, diz a nota.
Maria da Soledade para BR Capital Press
















